sexta-feira, 16 de setembro de 2022

SERÃO ÀS TIRAS


Deixo hoje aqui o convite a todos os interessados para participarem comigo num serão às tiras que irá decorrer na próxima quinta-feira, dia 22, às 19.30 horas, na Amadora,  na Bedeteca, situada na Biblioteca Fernando Piteira Santos, onde irei falar um pouco sobre o meu percurso no mundo da banda desenhada, formas de trabalho e outras temáticas que eventualmente queiram abordar. Apareçam!


terça-feira, 6 de setembro de 2022

PRESENTE NA FESTA DO LIVRO...


A todos os interessados, informo que no próximo sábadodia 10 de Setembro irei estar presente na Bedeteca, o espaço pertencente à biblioteca Fernando Piteira Santos, na Amadora. Aí, irei fazer uma breve apresentação de Rattlesnake, o meu mais recente livro, seguida de sessão de autógrafos. A hora de encontro é às 17.30 horas e a ação está integrada nas comemorações da Festa do Livro deste ano. Fica então mo convite feito.




terça-feira, 30 de agosto de 2022

AMIRA 11



 Depois de durante algumas semanas ter apresentado as primeiras páginas que elaborei para este projeto a que dei o nome de Amira, irei agora também apresentar alguns sketches com estudos de personagens e eventuais cenas que poderia ainda elaborar.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

OS MEUS HORÁRIOS NA FEIRA DO LIVRO


Interrompo uma vez mais a mostra do material que preparei para o projeto Amira, desta vez para anunciar que mais uma vez estarei presente na Feira do Livro para dar autógrafos a quem queira. Este ano poderão então encontrar-me em dois dias diferentes e deixo então aqui as datas e os horários.

Sábado, dia 27 de Agosto, das 16.00 às 17.00 horas no pavilhão B17 pertencente à Âncora Editora,

Sábado, dia 27 de Agosto, das 19.00 às 20.00 horas nos pavilhões D55, D57 e D59 pertencentes à Convergência e

Domingo, dia 04 de Setembro, das 21.00 às 22.00 horas nos pavilhões D55, D57 e D59 pertencentes à Convergência.

Fica então o convite para todos os que quiserem um desenho relativo a Rattlesnake, o meu mais recente livro, mas também para algumas das outras obras publicadas, bem como  eventuais pequenas sessões com dois dedos de conversa. Apareçam!

terça-feira, 19 de julho de 2022

JOSÉ PRES - RECORDANDO UM BOM AMIGO...

 

José Pires, mais um bom amigo que se foi...

   Interrompo esta semana a publicação das páginas de Amira, porque sinto necessidade de falar um pouco deste meu bom amigo que, no final da semana passada, partiu rumo às pradarias celestes. José Pires, entrou na minha vida através do seu trabalho. Lembro-me que, ainda muito jovem, ficava fascinado a contemplar horas a fio as pranchas de Homens do Oeste, bem como algumas ilustrações que elaborou para livros da coleção western da Europa-América. Esse foi o primeiro contacto que tive com ele, nunca suspeitando que anos mais tarde o iria conhecer pessoalmente, tendo-se tornado, a partir dessa altura, um bom amigo.

    Foi então no Amadora BD, no lançamento de A Voz dos Deuses, no já longínquo ano de 1994 que tive o privilégio de o conhecer. Imagine-se então qual não é o meu espanto quando vejo que na fila dos autógrafos está precisamente aquele desenhador, cujo trabalho já admirava há anos. Foi aí que comunicámos pela primeira vez e trocámos algumas ideias e, a partir desse dia, fomos falando regularmente sobre os mais variados assuntos e, claro, a paixão pelo western que ambos partilhávamos, vinha muitas vezes à baila. Mas, para além disso, foi também graças ao José Pires que passei a trabalhar em arte digital com um Mackintosh e foi ele que me deu algumas dicas sobre métodos de trabalho que me foram sendo muito valiosas ao longo dos anos.

    Foram então quase trinta anos em que desenvolvemos uma relação de uma profunda amizade, em que inclusivamente partilhámos algumas aventuras juntos, como, por exemplo, uma ida ao Festival Internacional de Angoulême, em 2009. Apesar de nos últimos anos ter a noção de que o seu estado de saúde foi ficando ligeiramente mais frágil e que já não tinha a velocidade de trabalho que o caracterizava, continuou a ser alguém que me foi relativamente próximo e continuámos a partilhar ideias, sonhos e desejos...

    O último ano foi aquele em que o nosso contacto se revelou bastante menor, até porque as suas limitações se foram agravando cada e cada vez mais. No entanto, de vez em quando, lá íamos trocando algumas mensagens. É por isso que, na sexta feira passada, fiquei quase incrédulo, quando constatei que o percurso dele neste planeta tinha terminado. E, agora, lamento profundamente que nunca lhe tenha chegado a mostrar Rattlesnake, o meu primeiro western, que concretizei finalmente ao fim de muitos anos de actividade. Sei que esse seria um tema de várias boas conversas e que ele, como fez ao longo dos anos, me poderia dar alguns conselhos, pois nesse campo a sua experiência era muito mais vasta do que a minha. É que, apesar do José Pires, na sua prolífera carreira, ter trabalhado em várias temáticas, era de facto no western, do qual era um profundo conhecedor, onde se sentia mais à vontade. Mas, enfim, a vida é o que é...

    Resta-me agora apenas dizer que com a partida do meu amigo Pires, sinto-me mais uma vez um pouco órfão, pois é mais um valoroso amigo que vai cavalgar para lá da linha do horizonte. Ficam no entanto as boas memórias dos momentos que passámos juntos e que não foram poucos e a sua magnífica arte com a qual, tenho a certeza, ganhou o seu quinhão de eternidade...

Eu e o José Pires em Angoulême

Carlos Rico, eu, José Pires e Carlos Baptista Mendes em Viseu, em 2018

Uma prancha de prova de Tex Willer que José Pires gentilmente me ofereceu

Alguns estudos de rosto patentes na exposição dedicada aos cinquenta anos de carreira de José Pires