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terça-feira, 5 de outubro de 2010

CONTRA OS CANHÕES MARCHAR, MARCHAR!

   Hoje comemoram-se os cem anos da  implantação da República. E, claro está, que esta não é uma comemoração totalmente pacífica. Por detrás das cerimónias e dos discursos, surgem dúvidas, sobretudo devido à actual crise. Diz-se que muito foi feito, mas também que muito ficou por fazer. Lembram-se os heróis de uma resistência que já vinha de há muito. Mas mais do que recordar os nomes dos líderes, como António José de Almeida, José Relvas, Afonso Costa, Manuel de Arriaga, Bernardino Machado, Teófilo Braga ou Miguel Bombarda (que acabou assassinado), entre outros, importa recordar essa turba de heroís anónimos que se sublevaram, não tanto contra o rei como pessoa, mas sim contra o estado a que o país tinha chegado com o progressivo afundamento do regime vigente. E hoje que falamos novamente de crise, convém recordar que o Portugal de 1910 era um país extremamente pobre, inculto e analfabeto, miserável mesmo. Apesar de tudo, a situação hoje nada tem a ver com a da época, não obstante, há semelhança do que então acontecia, haverem já enormes fossos sociais.
   Convém recordar também que, há cem anos, o dia amanheceu debaixo de fogo e incerteza. Os combates foram sangrentos e muitos foram os que caíram atrás das barricadas, em nome de um ideal, que procurava um futuro melhor. E, é a essa multidão anónima formada por todo o tipo de gente que lutava simplesmente por melhores dias vindouros, que eu presto homenagem com esta ilustração que faz parte do álbum História de Manteigas - No Coração da Estrela.