quinta-feira, 24 de novembro de 2011

UNIVERSOS DA ENTROPIA EXPLODEM EM CARCAVELOS


   A exemplo do que aconteceu há alguns meses atrás, na Ramada em Odivelas, a gigantesca nave espacial, de seu nome Entropia, irá aterrar no próximo sábado, dia 26, a partir das 15.00 horas, desta vez, em Carcavelos, no Salão Nobre da sua Junta de Freguesia, situado na Estrada da Torre.


   No seu interior, traz mais de vinte visões do universo, que irá expor, numa mostra que abrangerá as áreas de banda desenhada, cartune, ilustração, fotografia e caricatura. Os alienígenas que a habitam, para além de mim, são, por ordem alfabética: Adelina  Menaia, Álvaro, Ana Maria Baptista, Ana Saúde, Bruno Balegas, Bruno Ma, Bruno Martins, Catarina Guerreiro, Filipe Duarte, Gastão Travado, João Figueiredo, João Raz, João Sá-Chaves, João Sequeira, Manuel Alves, Melanie Romão, Miguel Ferreira, Nuno Sarmento, Paula Nunes, Paulo Marques, Pedro Manaças e Ricardo Correia.
   No próximo sábado, a maior parte dos "extraterrestres", a exemplo das suas obras, irá estar presente, numa sessão que se espera de salutar convívio. Mas para os que não puderem comparecer, ficam aqui os horários de uma exposição que se irá prolongar pelas próximas três semanas:

   2ª a 5ª feira: Das 9.00 horas às 13.00 horas, das 14.00 horas às 16.30 Horas e das 18.00 horas às 20 Horas.
   6ª feira: Das 9.00 horas às 13.00 horas, das 14.00 horas às 16.30 Horas.
   Sábado: Das 15.00 horas às 22.00 horas e, atenção, que a mostra aos domingos está encerrada.

   Para mais informações, nomeadamente a forma de lá chegarem, poderão sempre consultar o site do Grupo Entropia, cujo link deixo aqui. Deixo também uma imagem do cartaz para vos aguçar o apetite. Por isso, não hesitem e apareçam!
   
   

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SUBMUNDO

Deixo hoje aqui mais um desafio que efectuei para o Pen Tablet Inc, sob o tema Submundo. Esta ilustração foi, de certa forma, uma homenagem a Nosferatu, de Murnau, que é provavelmente o pai de todos os filmes de vampiros, mas revestido de alguma actualidade. Quis também com ele, mostrar um mundo infernal, não propriamente envolto em fogo, mas antes em trevas, porque penso que a escuridão e a ausência de luz, continuam a ser um dos medos mais latentes no ser humano. Posteriormente, aproveitei o desenho e adaptei-o para uma luminosidade a preto e branco, mais à base de contrastes. Essa versão pode ser vista na Zona Gráfica 2, a mais recente publicação da Zona.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

VIDAS XLV


   E pronto! Vidas chega finalmente ao fim. E, este é um projeto que me tem acompanhado ao longo de uma vida. A ideia inicial, tive-a quando ainda tinha apenas 17 anos. Na altura, imaginei-o logo como uma trilogia, com histórias diferentes que se podiam ler em separado e, que tinham como único elemento comum, a narração do fim de uma civilização e o despontar de outra. Na altura, cheguei a escrever, como se de um romance se tratasse, algumas partes dos três livros, que ia continuando um pouco ao sabor da corrente.
   A ideia de transferir algum desse material para BD veio algum tempo depois. Mantive a trilogia, fiz algumas alterações em relação à ideia original e sintetizei a coisa, naquilo que seriam então três álbuns que seguiriam a directiva que tinha colocado inicialmente. O primeiro chamar-se-ia Crepúsculo. o segundo Meio Dia e o último Ocaso.
   Entusiasmado, comecei, então, durante alguns anos e, conforme o tempo me permitia, a trabalhar neste primeiro álbum. Isto passou-se logo a seguir a ter lançado A Voz dos Deuses e, na altura, considerei que este poderia ser um segundo registo muito diferente do primeiro que tinha feito. Elaborei o álbum e apresentei-o a alguns editores, depois de pronto. Porém, as respostas que tive ou não existiram ou foram rotundos nãos e Vidas viu-se assim remetido para o esquecimento para o fundo de uma gaveta e nunca mais pensei no assunto.
   Andava eu à procura de material para publicar no blogue, quando esbarrei então com as pastas onde estavam as pranchas desta história. Reli-a, porque havia coisas de que já não me recordava muito bem e decidi então, a pouco e pouco, reconstrui-la, eliminando os balões que na época tinha colocado nas páginas, para depois a digitalizar, melhorando aqui e ali alguns aspectos que, volvidos estes anos, já não me agradavam e começar então a publicá-la. Qual Fénix renascida das cinzas, a história, semana a semana, foi ganhando uma nova vida, podendo, agora, finalmente, ser lida na íntegra.
   Quanto aos outros dois livros, teriam ainda que ser feitos, o que nunca aconteceu (apesar de as ideias ainda existirem na minha cabeça  e nalgumas notas que tomei), porque este álbum nunca chegou a bom porto. E, hoje, se isso acontecesse, sei que faria as três histórias em três estilos diferentes. O que o futuro reserva para esta trilogia Vidas, francamente, não sei... Mas, pelo menos, o primeiro livro pode dizer que, volvidos estes anos todos, teve finalmente um contacto com o mundo...


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ANIVERSÁRIO!

Pois é, hoje é dia de aniversário deste blogue. Foi já há dois anos que me iniciei nestas aventuras e parece que foi ontem. E, como aqui o nosso amigo Fred tem sido uma constante ao longo deste último ano, achei por bem, "cravar o nosso amigo Joca", para que fizesse uma tira que falasse, não propriamente, sobre o aniversário do blogue, mas sim de aniversários de modo geral. Eis o resultado...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

VIDAS XLIV


Nota: Apesar de nesta prancha surgir a palavra FIM, existe ainda uma prancha de epílogo que será publicada na próxima semana.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LIVROS À VENDA NO AMADORA BD


A todos os eventuais interessados, fica a informação: desde ontem, dia 1 de Novembro e até ao fim do Amadora BD, os meus livros História de Manteigas - No Coração da Estrela, Bernardo Santareno - Fragmentos de uma Vida Breve e História de Fornos de Algodres - Da Memória das Pedras ao Coração dos Homens encontram-se à venda no festival, no stand da livraria Dr. Kartoon, de João Miguel Lameiras (que fica logo a seguir ao da ASA Editores, quando se entra, no andar de baixo do Fórum Camões). Quanto a A Voz dos Deuses, aí, não há nada a fazer uma vez que o livro se encontra esgotado no mercado. Quanto a mim, estarei por lá durante o fim-de-semana.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

JOSÉ PIRES - 50 ANOS A FAZER BD

Uma imagem feita muito antes de eu, sequer, sonhar vir a este mundo...
Vista geral da entrada da exposição
Magnífico painel que reproduz na perfeição uma vinheta de Will Shannon - O Poço da Morte
Primeira capa desenhada e publicada pelo José Pires, na altura simplesmente Zé... 
   O José Pires, a exemplo de muitos outros desenhadores, acompanhou-me durante a minha juventude. Lembro-me das suas páginas, publicadas no Mundo de Aventuras, normalmente movimentados westerns, cujas sequências de movimento me deixavam de boca aberta. Não foi muito difícil de imaginar que se tornasse, para mim, numa referência a reter.
   Imaginem por isso, qual não foi o meu espanto, quando no longínquo ano de 1994 ele me aparece à frente. Nessa altura, eu estava em delírio, a cumprir um sonho que me acompanhava desde a infância. Editava A Voz dos Deuses, o meu primeiro álbum da banda desenhada. Entusiasmadíssimo, dava autógrafos (precisamente no Festival da Amadora), quando reparo no semblante do homem que já conhecia através do seu trabalho e de fotografia. Pergunto então: "Mas você é o José Pires, o desenhador daquelas fantásticas cowboyadas que me habituei a admirar, não é verdade?". Ele, claro, sorriu e respondeu que, não só eu era seu fâ, como ele tinha passado a ser meu. Claro que foi gentil nas palavras, mas a partir daí cimentou-se entre nós uma amizade, que tem prevalecido ao longo dos anos.
   De lá para cá, temos contactado regularmente e posso dizer que muito do que sou hoje a ele o devo. Se já o admirava como desenhador, passei a admirá-lo como pessoa. Não me esqueço que foi o José Pires que me ajudou no capítulo da documentação gráfica. Foi também o José Pires que me aconselhou a trabalhar com um Macintosh, quando tirei o curso de desenho assistido por computador. Foi o José Pires que, pacientemente, me deu algumas dicas muito importantes sobre como trabalhar com um computador e foi o José Pires que, ao longo destes anos me tem ajudado várias vezes no meu percurso. Por isso, hoje tenho a honra de dizer que o Pires, mais do que alguém que admiro, é um amigo. Ah... e, já me esquecia, foi com o José Pires que fui pela primeira vez a Angoulême, cumprir outro sonho.
O homenageado com António Moreira (à esquerda), Cristina Gouveia e Nelson Dona (à direita)
   Fiquei, por isso, muito contente quando soube que os 50 anos do percurso do Pires iam ser lembrados pelo Amadora BD. Quem o conhece, sabe bem que ele é modesto e não se considera digno dessa homenagem. Mas, aí discordo dele, uma vez que a exemplo do que acontece com o José Ruy, o Eduardo Teixeira Coelho, o Fernando Bento, o Vítor Péon, o José Garcês, o Augusto Trigo ou o Jorge Magalhães, entre outros, é já dono de um notável percurso que fez e fará História na BD portuguesa. E, para além do mais, a exposição está magnífica, representando não só o trabalho que ele tem feito ao longo dos anos em Portugal e no estrangeiro, como algumas das técnicas que ele utiliza. E é engraçado ver que, apesar de trabalharmos os dois em computador, o fazemos de formas diferentes, não obstante, como já disse e repito, tudo o que sei hoje nesse domínio, aprendi em grande parte com ele.
   Vale por isso a pena ir à Biblioteca Municipal Dr. Fernando Piteira Santos (que se situa em frente à Academia Militar), uma vez que esta exposição, a exemplo do que acontece com as outras, está verdadeiramente espectacular e cumpre em pleno a homenagem que pretende fazer... Quanto a mim, deixo aqui de forma singela este meu pequeno tributo àquele que considero ser um dos meus grandes mestres...
Fotos: Cristina Amaral


Uma vinheta do esboço à arte final
O movimento é sempre uma constante nos trabalhos do José Pires
O José Pires continua a ser um desenhador que ilustra batalhas como poucos...
Eu, momentos antes de reparar que na fila se encontrava o José Pires (à direita)