Como já é sabido por todos os que consultam regularmente este blogue, encontro-me neste momento a trabalhar a todo o vapor sobre os desenhos do Jorge Miguel e os textos da Aida Teixeira. Objectivo: colorir o álbum Res Publica que terá que estar pronto, como o nome indica, antes de Outubro. Já tinha mostrado aqui uma vinheta, para terem uma pequeníssima ideia de como é que será o trabalho acabado. Porém, como um quadradinho não dá para ver quase nada, deixo hoje meia página. A avaliação do que está a ser feito já poderá ser um pouco melhor. O resto da acção e do álbum, estarão numa livraria perto de si, no mês que acima referi. Mas, para mais informações, poderão sempre consultar os blogues Falta Apagar o Lápis e Inferno da Diabba... E, agora, vou trabalhar que o tempo urge...
Mostrar mensagens com a etiqueta Aida Teixeira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aida Teixeira. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
RES PUBLICA
É já em Outubro, no Festival de Banda Desenhada da Amadora, dedicado precisamente à comemoração do centenário da República, que irá ser lançado o novo álbum de Jorge Miguel e Aida Teixeira, Res Publica.
Como o nome indica, terá sido desta locução latina, que terá derivado a palavra república, uma vez que ela expressa o que é público, do povo. Por isso, a acção desta obra é dominada por pequenos episódios de gente do povo, cujas narrativas se vão entrecruzando, num período de fortes convulsões sociais que vai desde 1896, até 1917, quando os soldados portugueses partem, para tomar parte na Primeira Guerra Mundial. E, entre os elementos desse mesmo povo, podemos ver alguns que se destacaram na época, como Eça de Queiroz ou Ramalho Ortigão, que faziam parte do grupo dos "Vencidos da Vida", no qual figurava também como membro honorário, o próprio rei D. Carlos. Mas também podemos observar o que acontece com alguns elementos anónimos, como Amâncio (Navalha) ou Adelaide (da Facada), imortalizados num célebre quadro de José Malhoa, outro dos elementos aqui presentes.
Entre os factos históricos, estes episódios surgem também narrados com algumas pinceladas de humor aqui e ali, pretendendo ilustrar, no fundo, as várias cambiantes de vidas que vão formando alguns pequenos relatos de uma época profundamente agitada, mas também dotada de uma forte expressão artística...
E porque é que eu falo deste álbum aqui? É que este é também um livro construido em equipa. E, se o timoneiro é obviamente Jorge Miguel, o grande obreiro da ideia e dos desenhos, também Aida Teixeira teve uma colaboração activa na elaboração dos textos e eu, no que às cores diz respeito. E, posso dizer, desde já que, para mim, este está a ser um desafio muito interessante, porque, pela primeira vez estou a colorir outros desenhos, que não os meus, tentando não destruir a identidade de um autor que já havia feito um excelente trabalho, no seu primeiro livro: Camões, De Vós Não Conhecido nem Sonhado?. E, se em blogues como Falta Apagar o Lápis, Inferno da Diabba, Leituras Bd e Notas Bedéfilas, podem obter mais algumas informações sobre esta obra que está em plena fase de laboração, aqui apresento, além da maqueta da capa, a reprodução daquela que será a primeira página do livro. Podem assim já ter uma pequeníssima ideia de como é que ele ficará...
Oportunamente, uma vez que sou um dos cúmplices, voltarei a esta temática... Mas fica já a certeza de que em Outubro todos os mistérios deste álbum serão desvendados, lá para os lados da Amadora...
Subscrever:
Mensagens (Atom)


